AUTODIDATA EM AMAR
Foi uma alegria quando viu os pais. Sentia o coração bater mais forte e os passos leves, flutuantes, quase se moviam como asas que levam ao céu azul, distinguindo-se dos demais, almeja este vacilo suave que produz o caminho ao ponto não distante, pode-se ficar, pode-se ir. A ordem já não é mais a mesma quando o sinal aparece sorridente e os cabelos esvoaçantes caem sobre os ombros como fios doces, olhos amendoados que saltam para a liberdade e o aconchego de um colo quente. As mãos percorrem o nada como se pudessem apalpá-lo, inquietas não suportam a inércia, enquanto os membros inferiores palpitam freneticamente entre pulinhos e esta condição de espera que se agrava a cada minuto. Põe-se da forma mais adequada a fim de demonstrar o melhor de si e o merecimento de estar junto deles. O coração chora quando se deparam com este acontecimento diário, inconveniente. Veem que há terra e céu, há liberdade, possibilidade de exprimir-se de acordo com sua vontade, mas também o aprisioname...