Palavras...
Relógio, ensurdecedor e porcelana Desviou o olhar ingrato e deixou-se absorver em pensamentos que em nada poderiam elucidar a interrogação que lhe cabia tão profundamente na mente, que a terra um dia iria devorar. Os neurônios lapidados em toda a sua vida, polidamente consumir-se-iam e o esterco mais uma vez se formaria dando vida à morte. Um momento único, vivia! Perdia-se na lembrança de um vestido xadrez e os cabelos desarrumados e esvoaçantes emaranhavam-se entre iguais. Os pés encardidos pela terra preta, tão negra que mais parecia um cemitério que se instalara ali e os corpos decompostos produziram o ambiente perfeito para proliferação de um espaço ideal ao nascimento de vida. A vida! Mais do que viver, desejava! Enquanto seu vestido surrado pelo tempo e pela falta de dinheiro cobria o corpo ainda pueril e os pés saltitantes ziguezagueavam entre as árvores, distraía-se ao olhar o movimento da uma lagarta procurando um lugar seguro para repousar e deixar que o processo da tra...