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Mostrando postagens de julho 19, 2010

Rua

A rua é o caminho que se escolhe segue crua, nua, em linha reta a visibilidade é boa; súbitas, as curvas, fazem derrapar o transeunte incauto. No alto, vê-se a longínqua aurora precedente do sol que ilumina a clemência que a ardência humana teima em se indispor a perdoar. E quando se chega ao topo - da rua, a proximidade desta beleza se agiganta, não adianta, inválida é a peleja e a dimensão é a mesma. A hierarquia transforma-se em igualdade e o uniforme é o que está por baixo da pele, dos ossos, de toda a extensão física do homem. As máscaras se consomem e vê-se nu, assim como veio ao mundo, no fundo, o sol divino ilumina o crepúsculo do imaterial. A essência, somente, cruza este percurso.