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Mostrando postagens de maio 21, 2010

Residência.

O dia termina com acasos, que não são acasos. A rotina não é acaso, é escolha. Escolhe-se bem ou mal, porém delinear o momento ou vários momentos é tarefa indiscutivelmente árdua. Você está no lugar, olha o cenário, não se agrada. O corpo permanece imóvel, por quê? A física estuda o corpo em movimento, deseja que se movimente, que cause intriga molecular. A imobilidade alcança os melhores atletas. O alvo fica tão obscuro e inoportuno, a facilidade alcança a inação. Que motivo sinistro, talvez sóbrio, talvez embebido em qualquer substância que tire a venda da timidez causaria tanto desconforto? Parco instante. Vive aqui olhando a natureza, vivendo a natureza, protegendo árvores, plantas e águas como se pudesse salvar o mundo daquilo que já está previsto que aconteça. Usa dois lados do papel, dá meia descarga e condena veementemente o desperdício. Recicla papel, alumínio, orgânicos. Recicla momentos.  A neurose o atinge, digo o atinge porque a tão imponente língua portuguesa dá-me ...