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Mostrando postagens de abril 5, 2011

Indignação feminina...

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A profundidade do teu olhar encontra-se com o meu, lacrimejante. Não quero sentir o que sinto, tampouco demonstrar esta indignação feminina que passa todos os dias por mim, vejo-a, sinto-a. Enquanto a mulher se debruça sobre si mesma, busca respostas não reveladas e o pergaminho desdobra-se como mais uma página virada, que se abre e fecha-se sem interrupção. Ela não sabe, mas o poder lhe ronda, escapa-lhe entre os dedos alongados que delicadamente revolvem uma mexa de cabelo sobre os olhos brilhantes; enquanto caminha e executa as rotinas do dia - sente, nas mãos, a pele espessa e endurecida devido ao atrito da vida. Ah! Mulher. Éreis bela e atraente, doce e caudalosa como a cachoeira que se forma do nada e penetra em fissuras inatingíveis, e o teu som era tão forte quanto o rugido do leão, e a força divina te assegurava o direito à sabedoria, ao intelecto, à virtuosidade. Éreis viva como a lua que sonda a noite e espera o amanhecer, quente como o sol que surge intrépido com ...