quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Plano de ser feliz



Então você acorda, muito, muito cedo
E de tão cedo nem consegue enxergar que teve a bênção de acordar.
Enquanto o café espalha o seu aroma, difícil é escolher o que vestir. Vestir-se não deveria ser prioridade nem ter a importância e o poder de fazer as pessoas sorrirem para você. Mas é assim que é. Vem e vão os pensamentos e não é possível perceber que há mais ali para escolher do que a mente capitalista indica eu seus raios inconscientes que refletem a sociedade podre.
Em passos lentos e lamentos procura o de sempre: bolsa, carteira e um lanchinho. Escorrega através dos dias tentando agradar em seu modo de ser e falar. E trabalha incessantemente como se o seu árduo labor pudesse salvar a humanidade. Pura ilusão. A humanidade já está contaminada pela ganância de ser muito mais de que feliz, é quase utopia querer a felicidade em simples fatos do dia a dia, no amor, na família, no sorriso inocente.
Deteriora-se esta civilização quando alcança o mais alto grau de instrução e vê-se ao longo dos corpos perfeitos, adornados quiçá goticamente por suas máscaras interiores, que se distraem entre sorrisos ensanguentados e corações partidos, a fina camada que cobre o ser humano.
Qual é o plano então para ser feliz? O que faz a diferença interior se cada dia fosse o último e houvesse a necessidade de escolher: reclama-se ou vive-se? Ah! tudo é tão trivial. E mesmo por trás dessas máscaras o desejo maior é a simplicidade e a nudez da vida. Mas o cheiro cruel da intenção perversa ronda por todos os lados e a escolha é individual.