segunda-feira, 2 de maio de 2011

Solidão

O individualismo e a solidão são características marcantes na sociedade contemporânea.


Os seres isolam-se não apenas porque estão longe de outros seres, mas, mesmo próximos de tantos, milhões esbarram-se, diariamente, e sentem-se solitários.

Estabelecer laços e compromissos implica deixar um pouco de si mesmo, rasgar a cortina e mostrar-se, por um momento, sem máscaras.

É tão intrigante observar a globalização do mundo e a individualização dos seus habitantes! É tão intrigante ver a vida passar enquanto se é espectador de si mesmo! Aquele que examina, observa, tão somente! Sentir-se banido de um mundo inexistente, de pessoas normais, às quais a deterioração cedo ou tarde consumirá a materialidade. Pessoas são pessoas! Podem escolher, podem decidir, podem matar, podem morrer! Pessoas são a obra divina, perfeitas com suas imperfeições. Não se pode, nem se deve exigir desses seres peculiares a perfeição de quem está livre de pecados e deslizes.

Ser individual e único é ser original, é ter liberdade de escolha enquanto o mundo decide a futilidade e a importância das coisas, ser individual é poder interagir com todos os seres iguais e diferentes, e ver-se neles como um só, não como aquele solitário desacompanhado, mas como parte de um conjunto nem tão perfeito quanto se apreciaria ser, todavia, apresentar-se como um elemento valioso, original, ÚNICO.

A solidão não pode assolar a quem se sente importante!