domingo, 13 de fevereiro de 2011

quando olho a suavidade do teu rosto
e a potência com que te colocas entre mim e a razão
sinto a imensidão da dor que me causa essa tua teimosia.
enquanto a alegria rola em lágrimas quentes e o grito ecoa;
meu coração se despedaça .
é o dilaceramento cardíaco que leva ao êxtase do enfado,
é a reação contra essas influências exteriores que nos causam tanto mal.
Eu queria te deixar ser!
Entende-me, não posso permitir mais uma vez a repetição da mesma cena, não posso ser coadjuvante, a insanidade humana estabelece que o agir é o estímulo da existência.
Falar com a lua em penumbra, enquanto a minguante se engrandece é tão dolorido quanto olhar a intensa luminosidade solar, que cega, danifica permanentemente a retina.
Se pudesses entender que essa minha reação dói mais que qualquer atitude ou falsas aparências, isso é tão importante, tão real...
Você é tão real que não posso falsificar o sentimento que me impulsiona, eu realmente preciso dizer que é absolutamente indispensável ser verdadeira.
Sinto muito, se te magoei.
Sinto muito, se fui tão transparente a ponto de te fazer ver que a vida também dói.
mas a ligação é ainda mais poderosa, é o nosso remédio!