terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paredes...

As paredes são as donas da sabedoria,


do conhecimento, ouvintes inigualáveis, contudo, prisões que se aproximam para afogar o neurônio livre.

Aonde quer que se vá há uma parede que interrompe ou leva ao objetivo.

O que é o objetivo senão um laço que nos une, e as paredes tornam-se , repentinamente, intransponíveis.

Na esfera do mundo não há espaço para as paredes que o homem criou, o círculo é perfeito e rodeia a todos, tampouco a vida pode-se enclausurar em paredes de mesquinharia, ódio e inveja.

A decomposição assola a natureza humana, insana, não vê, não sente, não imagina que constrói paredes para lhe servir de jazigo.

O que são os anos de uma vida medíocre? O que são as paredes que se criam ao redor de todos, e de um só? Cada um tem sua própria obra, em beleza e majestade, em simplicidade - mas tem.

Paremos, então!

Eu quero o beijo molhado, o céu azulado, o calor do sol que aquece, também, os mortais. Sinta, agora e sempre, a pulsação que se eleva quando os corpos se aproximam e as paredes se dissolvem. Por um momento, imagine o mundo sem as paredes do preconceito, sem hierarquia. Amantes eternos que transcendem a humanidade pútrida, simplesmente amantes que relembram a grandiosidade do sentimento que se lhes afigura tão belo.

A fragmentação é desnecessária!